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“Paulo, apóstolo de Cristo, por
vontade
de Deus.”
Desta forma se auto-denomina São Paulo no início das suas cartas.
São Paulo é este alicerce no qual se funda a Igreja, é a coluna que,
juntamente com Pedro, suporta o Templo de Deus.
Ao longo da sua vida Paulo procura conhecer Deus cada vez mais, servi-Lo e
ser-Lhe fiel. A sua fé leva-o a uma grande tenacidade e vivacidade na defesa
dos valores e da fé em que acredita. Paulo é um homem de fé. A sua
perseguição aos cristãos é fruto desse mesmo desejo de que a verdade da fé
seja vivida em cada um. É igualmente durante uma das suas campanhas de
defesa da fé que Paulo se encontra com Cristo, o perseguido: “Paulo, porque
me persegues?” (Act. 9, 4). Nesta visão, Paulo reconhece a sua cegueira e a
escuridão em que vivia. Na estrada de Damasco, reconhece que a defesa da
verdadeira Fé não é perseguir Cristo mas aderir de todo o coração a Ele. É o
baptismo, o banho de regeneração e redenção, a emersão na comunidade dos
Santos que cura a cegueira de Paulo.
Também nós fomos e somos baptizados, também nós fomos regenerados numa
nova vida e mergulhamos na comunidade dos Santos. Por nossa vontade? Não!
“Por vontade de Deus”, como diz São Paulo no início das suas cartas. Se
recebemos o mesmo baptismo de Paulo, também devemos viver a fé, que de
Cristo recebemos, com a mesma tenacidade e empenho, também devemos caminhar
em direcção a Cristo e com Cristo, também nós devemos partir em viagem pelo
mundo, o nosso mundo, e chamar os outros a este encontro com Cristo que nos
abre o olhar para Ele.
Acólito é aquele que acompanha, que segue com. Neste ano em que celebramos
os 2000 anos do nascimento de São Paulo, tenhamos a coragem de dizer:
“Eu, acólito de Cristo, por vontade de Deus”
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