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Uma
palavra...
Celebrarmos a Páscoa é
celebrarmos o centro da Fé cristã. Cristo, Deus feito homem, assume a sua
condição humana até às últimas consequências. Cristo morreu, mas três dias
depois ressuscitou. O cristão ao ser baptizado mergulha neste mistério. Ao
entrar nas águas do baptismo morre e é sepultado com Cristo para ao
ressurgir das águas, com Ele ressuscitar. Deste modo torna-se uma nova
criatura e um novo ser. Um ser divino, porque, em Cristo Jesus, participa na
divindade de Deus. Uma criatura que deixa de ser apenas criatura para se
tornar filho de Deus. Um ser santo, porque recebe a Santidade de Deus. Assim
aquele que é baptizado deve assumir esta sua condição de regenerado, de
ressuscitado, de santo, de filho de Deus.
Quem é baptizado, ainda
vivendo no mundo, deixou de ser do mundo e é já um cidadão do Reino de Deus.
Assim, o baptizado torna-se embaixador de Deus, porque Seu filho. Mas ser
filho de Deus, como dizemos no "Pai-nosso" é tomar consciência de que se é
filho com outros. Isto é, é-se filho com todos os outros que também são
filho de Deus. Isto implica com a nossa vida, porque eu tenho obrigações
para com os meus irmãos. Deus não é apenas meu Pai, Ele é Pai Nosso.
Viver este especial tempo de
graça que é a Páscoa que se prolonga pelos 50 dias do Tempo Pascal, em cada
Domingo e em cada Eucaristia, é viver a essência do ser cristão. É viver e
saborear a alegria da nossa redenção e salvação dada por Deus Pai por meio
de Seu Filho Jesus pela acção do Espírito Santo.
O
acólito, por ter por missão servir o Altar onde se renova a Morte e
Ressurreição de Jesus, tem especial dever de assumir esta vocação de
embaixador de Deus, servindo-O não apenas no altar, mas na sua vida.

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